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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Cuidados que o Idoso deve ter em sua residência

No Brasil, cerca de 30% dos idosos caem pelo menos uma vez ao ano. O risco deste tipo de acidente pode ultrapassar 50% entre as pessoas acima de 85 anos. A principal e mais grave consequência das quedas são as fraturas, que geram declínio funcional, risco de novas quedas, depressão e até aumento da mortalidade. E é dentro de casa que ocorre o maior número de quedas, cerca de 70% dos casos.


 Porque o risco de quedas aumenta com a idade?
Com o avançar da idade, o indivíduo torna-se mais frágil, principalmente devido a mudanças inerentes ao próprio processo natural do envelhecimento, como a redução da visão e audição, deformidades músculo-esqueléticas, diminuição da massa muscular, de alterações do equilíbrio e da mobilidade e do aparecimento de doenças crônico-degenerativas ao longo do tempo. Todos esses fatores aumentam o risco do idoso cair.
Você sabia?
O uso de algumas classes de medicamentos ou ainda a associação do uso de várias medicações, chamada de polifarmácia, também aumenta o risco de quedas no idoso.
Alterações no nível de consciência, da frequência cardíaca ou pressão arterial, sonolência excessiva, tontura, sudorese, podem ser efeitos adversos de medicamentos, com potencial aumento no risco de quedas. Esses sintomas devem ser comunicados ao seu médico para que mudanças na prescrição possam ser instituídas, se isso for necessário.
Os idosos só caem quando estão fora de casa, ao sair para passear ou ao usar algum meio de transporte?
Não! É dentro de casa que ocorre o maior número de quedas. As quedas no domicílio correspondem a 70% dos casos.
É apenas o idoso frágil que tem risco de quedas no domicilio?
Não, o idoso saudável também. Idoso saudável é aquele que mesmo tendo doenças crônicas controladas apresenta capacidade funcional suficiente para desenvolver todas as suas atividades de vida diária sem dificuldades.
Por quê?
O idoso saudável, assim como o idoso frágil, está exposto a situações de risco de quedas que vai depender do seu nível de atividade, do meio ambiente e do seu comportamento.
Situações de risco mais comuns às quais os idosos se expõem dentro de casa:
·         Tapetes soltos nos pisos de salas, banheiros, corredores, aumentam o risco de deslizar e escorregar;
·         Presença de móveis nos corredores e cômodos, em locais que precisam ser desviados ao transitar;
·         Animais de estimação (gatos, cachorros) que correm próximos aos donos;
·         Escadas sem corrimão;
·         Ambientes com pouca iluminação;
·         Levantar durante a noite e sem fácil acesso para acender as luzes;
·         Uso de escada para alcançar objetos guardados no alto;
·         Piso do banheiro molhado e escorregadio;
·         Sapatos de solados escorregadios ou com salto alto;
O uso de meias, chinelos, tamancos, sapatos tipo “anabela” aumentam a instabilidade na marcha e prejudicam o equilíbrio. Prefira sapatos fechados, de saltos mais grossos, até 2,5cm de altura, solados antiderrapantes, e tênis.
...mas minha casa não é segura?
Sim, a nossa casa é o ambiente mais agradável, seguro e tranquilo para estar. Porém, o risco de quedas existe muito frequentemente no domicilio e devem ser reconhecidos pelos profissionais da saúde e pela própria família.
Uma vez identificados, deve haver uma força tarefa de todos juntos (profissionais de saúde e familiares) para minimizar esses riscos através de adaptações ambientais, que podem ser feitas por uma equipe especializada nos cuidados do individuo idoso.
Adaptações importantes para prevenção de risco de quedas no domicilio:
Sugestões simples para quarto:
·         Interruptor de luz ou um abajur ao lado da cama para não levantar no escuro;
·         Se tiver tapetes no quarto, prenda-os ao chão;
·         Evite camas muito baixas e colchões muito macios. Você poderá ter dificuldade para levantar ou deitar;
·         Prefira cadeiras e poltronas com apoios de braço laterais e com altura adequada para sentar e levantar;
Podemos fazer alguma adaptação no banheiro?
·         Aumente a altura do vaso sanitário, com um elevador de assento, e instale barras de apoio laterais e paralelas para facilitar ao sentar e levantar;
·         Substitua o box de vidros por cortinas, utilize tapetes emborrachados e antiderrapantes e instale barras de apoio dentro do Box para facilitar a movimentação;
·         Utilize uma cadeira resistente e firme dentro do Box se tiver dificuldade de se abaixar durante o banho;
·         O uso de lâmpadas fluorescentes e de cortinas, pia e assento do vaso de cores diferentes do piso podem tornar o ambiente mais bem iluminado;
Na cozinha e área de serviço:
·         Não utilize armários muito altos que necessitem de bancos ou escadas para alcançar os objetos e permitem instabilidade; E nas salas e corredores?
·         Não deixe pequenos objetos espalhados pelo chão, como brinquedos de crianças, fios ou extensões elétricas que cruzam o caminho;
·         Luzes com sensor de movimento em locais de pouca luminosidade e barras de apoio podem ser úteis;
·         Retire pequenos móveis que podem ser barreiras ao livre acesso entre os locais da casa;
·         Evite sofás muito baixos e macios para reduzir a dificuldade para se levantar;
·         Se tiver escadas, essas devem ser livres de objetos, possuírem corrimão dos dois lados, fitas antiderrapantes nos degraus e interruptores de luz, na parte inferior e superior da mesma;
O que mais pode ajudar na seguranças?
Números de telefone de familiares, amigos ou do serviço de Home Care em locais de fácil acesso para ligar em casos de emergência;
Dispositivos de alarme instalados junto ao corpo ou próximo do idoso para facilitar o acesso à busca de ajuda.
Exercícios físicos são úteis?
Prática regular de atividade física, preferencialmente supervisionada por profissional capacitado pode trazer benefício para a nossa saúde.
Para os menos ativos, pode-se combater o sedentarismo iniciando com caminhada de pelo menos 150 minutos distribuídos ao longo da semana.
Na prevenção de quedas, estudos mostram que exercícios para ganho de força muscular, equilíbrio e alongamento são de comprovado benefício. Isto pode ser obtido através da prática de musculação, fisioterapia motora e tai chi chuan, seja em academias, parques ou na sua própria casa.
Alguma medicação pode ajudar a prevenir quedas?
Estudos demonstram que a suplementação de vitamina D pode reduzir o risco de quedas em pessoas acima de 65 anos. Consulte sempre o seu médico para ter orientações adequadas sobre como suplementar a vitamina D.
Quedas são eventos frequentes, potencialmente graves e que não devem ser negligenciados. Como descrito acima, medidas simples podem ser facilmente implementadas, através de adaptação do domicilio, mudanças de comportamento e de estilo de vida na promoção de saúde.



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Bebês prematuros têm mais risco de desenvolver asma, diz estudo

Bebês que nascem prematuros têm três vezes mais chances de desenvolver asma na infância, de acordo com estudo publicado no jornal Public Library of Science Medicine. A asma já é uma doença crônica comum entre as crianças, afetando cerca de 8% das que nasceram após nove meses de gestação. Nos bebês prematuros em até três semanas, no entanto, essa taxa sobe para 14%. Já a probabilidade entre os que nasceram com mais de três semanas de antecedência é de 50%. As informações são do Daily Mail.
Com um número crescente de bebês prematuros, a asma na infância está prestes a se tornar um problema de saúde significativo. Estima-se que 11% das crianças nascem antes do tempo e bebês nascidos mais de dois meses antes de completar o tempo adequado de gestação apresentaram três vezes mais riscos de desenvolver a doença. Segundo o líder do estudo, o professor da Universidade de Edimburgo, Jasper Been, os médicos e os pais precisam estar cientes dos riscos de asma em bebês prematuros para que o diagnóstico seja precoce e possibilite a intervenção.
"Ao mudar a nossa maneira de monitorar e tratar crianças nascidas prematuras, esperamos diminuir os riscos futuros de problemas respiratórios graves, incluindo asma”, disse ele. Os pesquisadores estudaram dados sobre cerca de 1,5 milhão de crianças, combinados com 30 estudos de seis continentes. Quatro dos trabalhos de pesquisa eram do Reino Unido.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

PROJETO CIDADANIA - CAMINHADAS COM SEGURANÇA

No domingo (23 de fevereiro), o Instituto Ortopedia & Saúde (IOS), presidido pelo cirurgião ortopedista e traumatologista dr. Fabio Ravaglia, irá realizar o Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança, no parque Trianon, em São Paulo. O evento é uma feira social de saúde com atividades físicas monitoradas por médicos e profissionais de saúde. Nesta edição, haverá a participação de pessoas que atuam em entidades focadas em estudos, conscientização e atendimento relativos a doenças raras.

Em sua palestra, o dr. Fabio lançará o lema “Exercitar sem gastar!” e falará sobre exercitar o corpo sem gastar dinheiro. Há pessoas que desperdiçam as energias do organismo e acumulam calorias no corpo por deixarem de fazer as atividades físicas no dia a dia. As desculpas para não praticar até as atividades físicas mais corriqueiras são muitas. Aliás, sobram desculpas para não praticar quaisquer atividades físicas: falta de tempo por trabalhar ou estudar, preguiça, falta de dinheiro para pagar uma academia e tantas outras. A consequência da inatividade física, quase sempre, é adquirir problemas de saúde. Se o sedentarismo ou a obesidade estão imperando na vida, é preciso tomar uma atitude para combater os males e incorporar ao cotidiano, o quanto antes, atividades físicas. A sugestão é começar a caminhar e ir pela escada.

O médico dr. Marcos Teixeira, coordenador nacional do Grupo de Estudos de Doenças Raras (Gedr), falará sobre o Dia das Doenças Raras, celebrado sempre no último dia de fevereiro, que este ano será 28. A data foi criada em 2008 para chamar a atenção de doenças e da importância da solidariedade de todos em relação às pessoas com estas enfermidades. No ano passado, a celebração envolveu centenas de associações de mais de 70 países, segundo a Eurordis (Rare Diseases Europe). A Eurordis é uma organização não governamental que reúne associações em todo o mundo, cobrindo mais de 4 mil enfermidades estudadas por especialistas, e que determinou o lema para 2014: “Juntos cuidaremos melhor”. Também estará presente ao evento o médico ortopedista dr. Marco Aurélio Cunha, parceiro do Gedr e vereador em São Paulo (PSD – Partido Social Democrático).

No evento do Trianon, é possível fazer testes de avaliação antes de praticar a atividade física, além de alongamento, antes e depois dos exercícios físicos, com o objetivo de aquecer e de relaxar a musculatura. As caminhadas são realizadas durante cerca de 30 minutos em dois grupos: uma turma rápida, para quem está em boa condição física, num trajeto de três quilômetros, e uma lenta, para quem precisa de atividade física moderada, em percurso de um quilômetro e meio. O segundo grupo costuma ser formado por idosos ou pessoas com alguma limitação para a prática da caminhada, sempre acompanhado por um médico e um profissional de educação física.

A atuação integrada do Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança é bastante completa. Os resultados de todos os testes gratuitos (colesterol, glicemia, medição da pressão arterial, avaliação postural, baropodometria, meatoscopia e orientação sobre audição) são fornecidos imediatamente, de maneira que é possível obter informações adicionais na hora, para considerar principalmente se, naquele momento, o corpo está apto à prática da atividade física. Dependendo do estado de saúde, o participante é aconselhado a seguir para atividade física mais leve ou a procurar um médico especialista. Para relaxar, há a quick massagem. O atendimento é seguido por  palestras com temas variados, sempre direcionados para esclarecer e difundir a saúde e a qualidade de vida.

O evento do IOS acontece uma vez por mês, sempre aos domingos, tendo por ponto de encontro o portão 4 do parque Trianon, em frente ao Masp, que fica na avenida Paulista, 1.578. O calendário para 2014 é: 19 de janeiro, 23 de fevereiro, 30 de março, 27 de abril, 25 de maio, 29 de junho, 27 de julho, 31 de agosto, 28 de setembro, 26 de outubro, 30 de novembro e 14 de dezembro. Em linha com a atuação responsável que pratica, o IOS está coletando chapas antigas de raio X para reciclagem, inclusive durante o Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança.




Salvapé - Produtos Ortopédicos da Cabeça aos Pés

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

7 mitos e 5 verdades sobre o diabetes


Especialistas esclarecem dúvidas e revelam os verdadeiros perigos para os diabéticos
No Brasil, cerca de sete milhões de pessoas, acima de 18 anos, têm a doença. Um estudo recente da Sociedade Brasileira de Diabetes, aponta que mais de 60% deles não sabem que têm a doença. Disfunção metabólica crônica decorrente de uma deficiência de insulina hormônio produzido pelo pâncreas - que pode ser causada por fatores genéticos ou em decorrência de maus hábitos de vida como sedentarismo e uma dieta desequilibrada, recheada, principalmente de açúcar. 

O problema pode trazer perda ou aumento de peso, é fator de risco para problemas cardiovasculares e, nos casos mais graves, provocar falência de órgãos (rins, olhos) e até a morte. Apesar dos perigos, é completamente controlável.

"É uma doença crônica e deve ser tratada como tal, mas com informação e mudança de hábitos, dá para ser controlada e ter qualidade de vida", explica a nutricionista Patrícia Ramos, coordenadora do Hospital Bandeirantes. Pensando nisso, o MinhaVida conversou com especialistas para descobrir os mitos e verdades do diabetes para facilitar a vida de quem convive com a doença.  


O diabetes é uma doença crônica, mas com informação e mudança de hábitos, dá para ter qualidade de vida

1.Diabetes é contagioso
Mito: o diabetes não passa de pessoa para pessoa. É preciso acabar com essa discriminação de que o diabético não pode ter emprego, amigos e vida social. O que acontece é que, em especial no tipo 1, há uma propensão genética para se ter a doença e não uma transmissão comum. "Temos exemplos de mães diabéticas que tem filhos totalmente saudáveis", explica a nutricionista. 

2.Canela ajuda a controlar o diabetes
Mito: não tem nenhum estudo científico que comprove isso. Existem alguns estudos em relação à canela, porém são estudos preliminares, que merecem mais esclarecimentos para provar esse efeito satisfatório. "É melhor não seguir nada que não seja comprovado, afinal, trata-se de um problema crônico e qualquer descuido pode piorar a situação", diz a nutri.  


3.Diabético pode consumir mel, açúcar mascavo e caldo de cana sem problemas
Mito: apesar de naturais, estes alimentos tem açúcar do tipo sacarose, maior vilã dos diabéticos. "Hoje, os padrões internacionais já liberam que 10% dos carboidratos ingeridos podem ser sacarose, mas sem o controle e a compensação, os níveis de glicose podem subir e desencadear uma crise", explica Patrícia. "O diabético até pode consumir, mas ele deve ter noção de que não pode abusar e compensar com equilíbrio na dieta", continua. 

4.Alguns alimentos ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue auxiliando o tratamento do diabetes 

Verdade: Sim. Isso por conta do Índice Glicêmico (IG) dos alimentos. Quando um alimento tem o índice glicêmico baixo, ele retarda a absorção da glicose pelo sangue e, portanto estabiliza a doença. Mas, quando o índice é alto, esta absorção é rápida e acelera o aumento das taxas de glicose no sangue. "Alimentos integrais, iogurtes sem açúcar, maçã, pera, feijão, lentilha e manga, podem ser considerados indutores deste controle, por isso ajudam a amenizar os sintomas da doença, já os de alto índice, como batata e demais carboidratos, aumentam o problema", continua 
5.A aplicação de insulina causa dependência química

Mito: a aplicação de insulina não promove qualquer tipo de dependência química ou psíquica. O hormônio é importante para permitir a entrada de glicose na célula, tornando-se fonte de energia. "No caso dos pacientes com diabetes tipo 1, não tem jeito eles são insulino-dependentes, e não porque ela cause esta dependência, mas pelo fato de sua deficiência ser crônica desde o nascimento", explica Patrícia.

"Não se trata de dependência química e sim de necessidade vital. Você precisa da insulina para sobreviver, mas não é um viciado na substância", explica o endocrinologista e presidente da Associação Nacional de Apoio ao Diabético (Anad), Fadlo Farige.  

6.Deve-se substituir o açúcar dos alimentos por adoçante
Verdade: os adoçantes foram feitos exatamente para os diabéticos ou para quem está de dieta, porém, para pessoas que não têm nenhuma disfunção, existe um limite para seu uso. "O valor diário recomendado de aspartame, por exemplo, é 40 mg por kg, já no ciclamato, este número é bem menor, 11 mg", explica a nutricionista.  


7.Dá para evitar a insulina se você não ingere carboidratos
Mito: neste caso, depende. O carboidrato eleva a glicemia com mais rapidez, por isso sua ingestão deve ser controlada. "No diabetes Tipo 1, é necessária a aplicação de insulina diariamente, já que o pâncreas não produz este hormônio. Portanto, mesmo que não coma carboidratos, precisará aplicar insulina. No caso do diabetes Tipo2, a ingestão da insulina vai depender do nível de glicemia. Se estiver controlado, pode-se parar o uso, porém, só um médico poderá fazer esta avaliação", explica Patrícia.  

8.Não é permitido ingerir bebidas alcoólicas 

Verdade: "o consumo é permitido, mas com alguns cuidados: de forma moderada e sempre junto a uma refeição, pois o consumo isolado pode levar a hipoglicemia (baixa nas taxas de glicose sanguínea) ou dificultar a recuperação de uma crise hipoglicêmica, já que o uso de insulina e de outros medicamentos para controlar o diabetes é feito para baixar a glicemia, e o álcool tende a diminuir ainda mais estas taxas, o que pode levar a um quadro crônico", explica a nutricionista. 

Também é importante fazer o monitoramento de glicemia antes e depois de consumir bebidas alcoólicas. Para Fadlo Fraige, apenas as bebidas destiladas são permitidas (e com muita moderação), pois, segundo ele, não são feitas à base de carboidratos e o álcool tem baixo índice glicêmico. Já sobre as fermentadas, à base de glicose, o endocrinologista recomenda: "Cuidado com cervejas e bebidas doces ou à base de carboidratos. Elas têm alto índice glicêmico e podem trazer problemas. Ao contrário do que se imagina, as bebidas sem álcool são piores, pois, têm o carboidrato e não têm o álcool que ajuda a baixar a glicemia", explica o presidente da Anad.  

Bebida alcóolica -diabetes
9.Bebida alcoólica pode porque o remédio para diabetes tem álcool e não faz mal 
Mito: A taxa de álcool presente nos remédios são mínimas e, por isso, não dá para fazer esta comparação. "Bebidas alcoólicas são permitidas com restrições", diz a nutricionista.

10.Quem tem diabetes deve fazer somente exercícios leves 
Verdade: diabéticos devem ser estimulados a fazer atividades físicas, respeitando contra-indicações, se houver. "De uma forma geral, os exercícios melhoram os níveis glicêmicos, porém, quando o gasto calórico é maior do que a reposição de nutrientes após o treino, pode haver um quadro de hipoglicemia, por isso, deve-se fazer um monitoramento", diz a nutricionista.  

11.Estresse ajuda a descontrolar o diabetes 
Verdade: quando uma pessoa fica nervosa, a sua taxa de glicose sanguínea sobe. "Mas isso não acontece só com diabéticos", diz Patrícia.

12.Diabéticos podem usar sauna e fazer escalda pés 
Mito: Por ser uma disfunção metabólica o diabetes altera a circulação e compromete os vasos sanguíneos, dificultando o processo de cicatrização e pode causar problemas em diversas outras funções como problemas renais e o comprometimento da visão. "Em função desta alteração circulatória, os riscos de exposição à altas temperaturas e aos choques térmicos podem agravar ou desencadear quadros de angiopatias e outros problemas cardíacos", finaliza a Patrícia. 




sábado, 15 de fevereiro de 2014

Porque Umidade e Mofo são prejudiciais a sua Saúde!



O mofo, também chamado de bolor, é uma espécie de fungo filamentoso que pode ser encontrado em qualquer lugar onde a umidade e o oxigênio estejam presentes. Seu crescimento e reprodução são feitos a partir da água, assim, lugares com umidade excessiva proporcionam condições ambientais próprias para a sua proliferação. 

Estes microorganismos podem produzir produtos tóxicos (micotoxinas) que têm um efeito prejudicial à saúde do homem e são comumente encontrados em matéria orgânica, como pães e frutas. Conviver com eles também pode trazer prejuízos para a saúde, como doenças respiratórias. Asma brônquica e rinite alérgica são alguns problemas respiratórios agravados pelo mofo. O mofo pode, ainda, ser responsável pelo desenvolvimento de doenças de hipersensibilidade, como pneumonite ou a sinusite fúngica.

Segundo a pneumologista e pós-graduanda da UNIFESP, Andrea Gimenez, sintomas não alérgicos se apresentam como irritação de mucosas ocular, dor de cabeça, náuseas, tontura, irritação de pele e fadiga.

Sintomas como congestão nasal, coriza, espirros, irritação na garganta (vias aéreas superiores), tosse, chiado no peito (vias aéreas inferiores) e a exacerbação de patologias respiratórias, como falta de ar e opressão (no caso de asma), prurido e obstrução nasal (no caso de rinite alérgica), podem revelar problemas nos ambientes fechados em que permanecemos por mais tempo.

Para Andrea Gimenez, o desenvolvimento de sintomas ou doenças relacionadas à umidade e ao mofo depende de uma série de fatores, entre eles tempo e extensão da exposição, concentração de microorganismos ambientais, suscetibilidade individual, doenças de base e imunidade específica.

No Brasil, as principais causas da pneumonite de hipersensibilidade (PH) são o mofo (principalmente intra-domiciliar) e os antígenos aviários (criação de pássaros). 

“No caso de exposição ambiental a mofo, os indivíduos expostos inalam durante anos substâncias derivadas do fungo, suspensas no ar, que ao chegarem aos pulmões desencadeiam um processo inflamatório que culmina, em muitos casos, com fibrose pulmonar O indivíduo passa a desenvolver sintomas respiratórios limitantes e, em alguns casos, com necessidade de oxigenioterapia domiciliar”, explica a especialista.

A PH é uma doença com curso variável, mas que na grande maioria dos casos em que a  exposição é mantida, evolui para cronicidade com comprometimento pulmonar irreversível e progressivo. 

Pessoas alérgicas, imunodeprimidas, com doenças pulmonares de base e crianças nos primeiros cinco anos de vida, com história familiar de asma, são as mais suscetíveis aos efeitos nocivos da umidade e da exposição ao mofo.

Prevenção

Aumentar a ventilação local, reparar vazamentos, rachaduras, infiltrações e tudo o que permita a desumidificação do ambiente são os melhores métodos para prevenir o aparecimento de mofo em casa. É importante estar atento à condensação produzida em banhos muito quentes ou fervuras na cozinha, pois ajudam no acúmulo de umidade nas áreas mais frias. 



O vinagre é indicado para limpar as áreas afetadas, por conter ácido acético, que é capaz de combater o fungo. Evitar que a mobília fique muito encostada na parede também é uma medida muito importante. No caso de armários embutidos, recomenda-se colocar placas de isopor nas paredes, antes de instalá-los, ou então, dar uma distância razoável entre a parede e o fundo do armário.

“Caso todas as medidas tenham sido tomadas, mas o mofo continue a aparecer, uma mistura de água e água sanitária, na proporção de um para um, pode resolver o problema. Deve-se lavar a parede e enxaguar com pano úmido e esperar secar”, recomenda a dra. Andrea Gimenez.

Alerta

Nas épocas mais quentes e úmidas do ano, estes problemas tendem a agravar-se devido ao aumento da umidade relativa do ar e das chuvas, que se associam ao aumento de vazamentos de água e enchentes. As regiões litorâneas detém maior umidade relativa do ar, assim estão associadas à maior umidade e, como conseqüência, a maiores e mais frequentes problemas relacionados ao mofo.





quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Jaqueline Mourão, um exemplo a ser seguido!



Jaqueline Mourão, porta-bandeira do Brasil na cerimônia de Abertura dos Jogos de Inverno Sochi-2014, igualou na Rússia o recorde de participações olímpicas para uma mulher do país (5), mostrando um belo exemplo de superação ao vencer problemas respiratórios que tem desde criança.
Natural de Belo Horizonte, a atleta de 38 anos, que igualará o número de participações de Formiga (futebol) e Fofão (Vôlei), já está acostumada a fazer história. Em Turim-2006, ela se tornou a primeira brasileira a participar tanto de olimpíadas de inverno quanto de verão.
No total, ela já fez participações em duas edições no verão, em Atenas-2004 e Pequim-2008, competindo no Mountain Bike, e em duas no inverno, no esqui cross-country.
Em Sochi, quebrará outro tabu ao se tornar a primeira latino-americana a competir no biatlo, modalidade que mescla cross-country e tiro esportivo. Ela também disputará outra prova de cross-country, a de 1,2 km. Nas duas edições anteriores, tinha participado dos 10km, chegando ambas as vezes na 67ª posição.
"Comecei no esporte muito cedo. Fiz ginástica dos seis aos doze anos e alguns outros esportes. Meus pais trabalhavam o dia inteiro e eu tinha que ficar numa escolinha de esporte depois das aulas. Tinha ginástica três vezes por semana e nos outros dias praticava outros esportes, como natação, basquete, handebol... Se não gostava de um, me matriculavam em outro", explicou Jaqueline à AFP.
A atleta conta que, por causa dos problemas respiratórios, precisou superar obstáculos que muitos consideram um empecilho para a prática dos esportes.
"Sempre tive bronquite e asma. Às vezes, as crises eram tão fortes que precisava ser levada ao hospital para fazer inalações. Sempre tive que conviver com isso, mas, na verdade, o esporte me ajudou a superar esses problemas", relatou a mineira.
Depois de tentar muitas modalidades, Jaqueline acabou despontando no ciclismo, mais especificamente no Mountain Bike.
"Quando comecei o ciclismo, aos 16 anos, um técnico muito famoso estava visitando a cidade e pedi para ele me ver pedalando. Pedalei muito forte, o máximo que pude, para mostrar que tinha algum talento. Quando terminei, ele me disse: 'se fosse você, parava agora, você não é boa'. Imagina se realmente tivesse desistido", lembrou.
Em Atenas-2004, chegou em 18º lugar da competição de Mountain Bike, ficando em 19º em Pequim-2008.
Ao competir na neve, a mineira espera despertar mais interesse da parte dos brasileiros para os esportes de neve.
"Já existe um certo interesse no país, as pessoas querem conhecer a neve e tentar praticar esportes diferentes. O número de atletas é pequeno, quando comparado à delegação dos Jogos de Verão, mas cresce a cada ano", salientou.
Em Sochi, o Brasil enviará sua maior delegação da história em Olimpíadas de Inverno, com 13 atletas.
Em sua quinta participação olímpica, Jaqueline reconhece que é "difícil pensar em resultado", mas se diz feliz por "fazer parte da história do esporte brasileiro".
"Igualar grandes atletas como Fofão e Formiga é uma grande honra, nunca pensei que fosse disputar cinco olimpíadas, ainda mais em três modalidades diferentes. Isso me deixa muito orgulhosa. Sabia que tinha grandes chances de me classificar no cross-crountry, mas no biatlo, era bem mais difícil", explicou.
"Participar da minha primeira Olimpíada em Atenas-2004 já foi um sonho que se tornou realidade e nunca pensei que dez anos depois ainda estaria representando o Brasil nos Jogos", se emocionou a mineira.

"Só quero dar o meu melhor, será um pouco complicado, porque vou participar das duas provas pela primeira vez em Olimpíadas, mas se conseguir chegar abaixo do 15º lugar já seria fantástico", completou a atleta, que independentemente do resultado, já fez história apenas com sua presença em Sochi.
Fonte: R7 Esportes

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Lesão de Tornozelo

         
         A entorse de tornozelo é um dos traumas mais comuns no esporte. O movimento de inversão - virar o pé para dentro - é o mecanismo mais comum de trauma, principalmente durante o futebol, basquete e vôlei ou mesmo ao andar numa calçada. Em um trauma como esse o inchaço da articulação e a presença ou não de hematoma são indicadores do grau de torção . Logo após a torção o ideal é não pisar com o pé lesionado, realizar compressas de gelo por 20 min a cada 2 horas e procurar um pronto socorro. 

        No pronto socorro faz-se a avaliação inicial com o exame clinico e uma radiografia para exclusão de fraturas e luxações articulares. O tipo de imobilização e o período de repouso dependem do grau da entorse e da melhora da inflamação  após a lesão. Na reabilitação, busca-se a melhora da inflamação e o treino de equilíbrio  ( propriocepção ), tão logo tolerado pelo paciente.  Como esse tratamento o objetivo é fortalecer a musculatura eversora do tornozelo - tendões fibulares  na lateral do tornozelo - e restabelecer o controle de equilíbrio.
        Na torção do tornozelo em até 70% dos casos pode haver lesão dos ligamentos do complexo lateral do tornozelo ( ligamento fíbulo talar anterior, ligamento fíbulo calcaneo). Apesar da lesão ligamentar ocorrer na grande  maioria dos casos o tratamento inicial com imobilização, repouso articular e reabilitação fisioterápicas é capaz de deixar até 80% das pessoas assintomáticas - sem dor e sem instabilidade.
 

     Assim, o tratamento cirúrgico para a reconstrução ligamentar fica reservado aos 20% que mantém queixa de dor e/ou instabilidade ( entorses de repetição) após a reabilitação. 
     Além da lesão ligamentar , a entorse do tornozelo pode levar a outras lesões que em geral se associam a lesão ligamentar em até 1/3 dos casos. Essas lesões podem ser tendínea ( tendinopatia fibular ou rupturas agudas), condrais( lesão osteocondral do tálus ou tíbia distal) ou ósseas( fraturas, avulsões ósseas, contusões ). A investigação dessas lesões é feita através da suspeita clinica médica junto com exames complementares, principalmente a Ressonância Magnética.  

        O tratamento cirúrgico é indicado nos casos em que se mantém dor e /ou instabilidade após a reabilitação inicial ( 20% dos casos). Neste tratamento se faz a reconstrução ligamentar do tornozelo ( taxa de sucesso média de 92%) e o tratamento das lesões associadas que forem diagnosticadas.

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