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sábado, 17 de setembro de 2011

Diabetes está fora de controle no mundo


A epidemia de diabetes está se alastrando pelo mundo. Pelo menos 366 milhões sofrem da doença e o número de casos vem aumentando, de acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes uma pessoa morre a cada sete segundos devido a complicações da doença, mostram estudos divulgados hoje em Lisboa, durante o encontro da instituição, uma organização que representa associações de mais de 160 países. No Brasil, estatísticas oficiais mostram que 7% da população têm diabetes, mas médicos acreditam que este percentual é muito maior. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, há 500 casos novos por dia.

O tipo 1 — quando o organismo não produz o hormônio insulina — afeta principalmente as crianças e os adolescentes. Já o tipo 2 é o mais comum e ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente, também elevando o nível de açúcar no sangue. Envelhecimento e excesso de peso são os principais fatores de risco para a doença, que pode ser controlada com dieta, exercício e medicamentos. E quanto mais cedo o diagnóstico, menos problemas. Os médicos lembram que os altos níveis de glicose causam doenças graves nos rins, cegueira e amputações.Em junho deste ano, estudo publicado na revista científica "Lancet" estimou que o número global de casos de diabetes duplicou nas últimas décadas. A federação pediu medidas concretas para frear a epidemia e que as autoridades de saúde procurem investir mais na prevenção, no diagnóstico e no tratamento das doenças crônicas, tema de uma reunião que será realizada pela Organização das Nações Unidas nos próximos dias. Para especialistas, o cuidado com o Diabetes deveria ser realizado em clínicas de saúde locais."O relógio não para", disse Jean Claude Mbanya, o presidente do grupo. "Esperamos resultados em nosso encontro na ONU, e medidas para deter a marcha ascendente do diabetes".Não para mesmo. Só nos Estados Unidos, em 2000, mais de 11 milhões de americanos foram diagnosticados com Diabetes. Até 2050, estima-se que esse número alcançará 29 milhões, ou 7% da população americana, segundo estudo na revista "Archives of Interna Medicine". A despesa com remédios saltou de US$ 6,7 bilhões em 2001 para US$ 12,5 bilhões em 2007, segundo levantamento das universidades de Stanford e Chicago, nos Estados Unidos.Suspeitar da doença é fácil e ela é confirmada em exames laboratoriais. Médicos explicam que o diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune, isto é, o próprio organismo ataca e destrói as células beta responsáveis pela produção do hormônio insulina. Como não há produção de insulina, a glicose não alcança às células e elas ficam sem combustível para produzir energia. Os diabéticos precisam repor o hormônio para regularizar o metabolismo do açúcar. Os principais são necessidade de urinar diversas vezes ao dia, fome freqüente, sede constante, perda de peso, fraqueza, fadiga, nervosismo, alterações de humor, náusea e vômito. Ocorre em qualquer idade, mas costuma ter maior incidência antes dos 35 anos.Já o tipo 2 é oito a dez vezes mais comum que o 1. O excesso de peso e o sedentarismo são os principais responsáveis. Mas também o fator hereditário é importante. Ocorre com maior freqüência acima de 40 anos. Neste caso, há produção de insulina pelo pâncreas, mas o hormônio é mal absorvido. As células não metabolizam glicose suficientemente, processo que os médicos chamam de resistência insulínica. Infecções freqüentes, alteração visual (visão embaçada), dificuldade de cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furunculose são principais sintomas. Muitos desses pacientes precisam de reposição de insulina. Existe também o diabete gestacional, a alteração das taxas de açúcar no sangue, que aparece ou é detectada pela primeira vez na gravidez. Pode persistir ou desaparecer depois do parto.
Da Agência O Globo

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Campanha quer imunizar 185 mil crianças em MS No sábado acontece a segunda etapa de vacinação contra a doença



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Foto: Arquivo
Vacinação contra a polio será realizada no sábado nos postos
No próximo sábado (13), o Sistema Único de Saúde (SUS) realizará a segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite com a meta de vacinar 95% do público alvo – 14.148.182 crianças menores de cinco anos em todo o País. Com o slogan “Siga o Zé Gotinha mais uma vez”, o Ministério da Saúde reforça aos pais e responsáveis que as crianças que foram imunizadas na primeira etapa da campanha devem voltar aos postos para tomar as duas gotinhas contra a paralisia infantil.
Segundo informações do Ministério da Saúde, em Mato Grosso do Sul, a meta é vacinar 195.136 da população alvo (menores de 5 anos) contra a Poliomielite. O Ministério informa que foram enviadas 288.460 doses da vacina para atender o Estado.
Ao lançar a segunda etapa da campanha, na tarde de quarta-feira (10), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou a importância de o Brasil continuar vacinando as crianças. “De acordo com a OMS, 26 países ainda registram casos da doença. Quatro deles – Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão – são endêmicos; ou seja, possuem transmissão constante”, explicou o ministro. “Por isso, temos que continuar vigilantes e reforçar a vacinação. Principalmente, porque são países que têm circulação com o Brasil e esse contato pode trazer o vírus de volta”, completou Alexandre Padilha.
De acordo com o Ministério da Saúde, a poliomielite é uma doença infectocontagiosa grave. Na maioria dos casos, a criança não morre quando é infectada, mas adquire sérias lesões que afetam o sistema nervoso, provocando paralisia, principalmente nos membros inferiores. A doença é causada e transmitida por um vírus (o poliovírus) e a infecção se dá, principalmente, por via oral.
Cerca de 115 mil postos de vacinação vão participar da mobilização neste sábado (13), em todo o País. Serão aproximadamente 350 mil profissionais trabalhando na campanha, que contará com a utilização de 40 mil veículos (terrestre, marítimo e fluvial).
A primeira etapa da Campanha de Vacinação Contra a Pólio ocorreu no último dia 18 de junho e a cobertura vacinal alcançada foi de 100%. Na ocasião, foram vacinadas 14.186.318 crianças menores de cinco anos.
Investimentos
O investimento para as duas etapas da campanha de vacinação contra a pólio é de R$ 46,6 milhões. Para a compra e distribuição das vacinas foram investidos R$ 26,3 milhões e, para operacionalização da campanha, R$ 20,2 milhões – recursos que foram transferidos para os fundos estaduais e municipais de saúde para a utilização em ações de logística da campanha.
Sarampo
Ainda no sábado, 13 de agosto, em todos os municípios de 18 Estados brasileiros (Acre, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Santa Catarina e Tocantins) e do Distrito Federal, será realizada a segunda fase da campanha de seguimento contra o sarampo. As crianças que forem receber as duas gotinhas contra a pólio também serão vacinadas contra o sarampo.
O sarampo é uma doença viral aguda, grave e altamente contagiosa. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse, exantema (manchas avermelhadas), coriza e conjuntivite. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar. O período de transmissão varia de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após o surgimento das manchas.
A meta do Ministério da Saúde é vacinar, nas duas fases da campanha de imunização contra o sarampo, pelo menos 95% das 17.094.519 crianças na faixa etária de 1 ano até menores de 7 anos (6 anos, 11 meses e 29 dias). Para tanto, foram enviadas 20.513.300 doses da vacina tríplice viral a todos os Estados e ao Distrito Federal.
O objetivo é manter o Brasil livre da transmissão selvagem do vírus do sarampo, uma vez que, neste momento, há surto da doença na Europa. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), já foram confirmados mais de 11,5 mil casos em todo o mundo, sendo mais de sete mil só na França.
Mato Grosso do Sul
De acordo com as informações da Assessoria de Comunicação do Ministério da Saúde (Ascom), a meta referente à distribuição da vacina tríplice viral (contra o sarampo) é atingir 234.108 da população alvo (1 a 6 anos), em Mato Grosso do Sul. Foram enviadas 280.930 doses da vacina para atender o Estado.
(com informações da Agência Saúde/Ministério da Saúde)

Mutirão de cirurgias plásticas marca 7 de setembro no Estado do Pará


A diretoria nacional da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, com o apoio da regional Pará, estará em Belém durante o feriado nacional de 7 de setembro, para realizar o II mutirão de cirurgia plásticas, que beneficiará 30 pacientes operados em uma mesma manhã.

Vítimas de escalpelamento e idosos carentes que tem sua visão comprometida serão operados em um esforço de toda uma equipe médica paraense, composta por 27 cirurgiões plásticos e equipe médica de apoio.

O presidente nacional da SBCP, Sebastião Guerra e a presidente da regional Pará, Maria Lastênia Meneses, acompanhados de toda diretoria nacional, estarão visitando os 3 locais de cirurgias no dia 07 de setembro.
Confira o roteiro das visitas:

o7 de setembro:

8h - Santa Casa: 12 pacientes vítimas de escalpelamento serão operados.

10h - Clínica Alonso Aymoré: 06 pacientes realizarão a reconstrução dos supercílios, pós escalpelamento.

11h - 15 pacientes idosos com a visão comprometida serão beneficiados com as cirurgias de pálpebras caídas.



(SBCP)

domingo, 4 de setembro de 2011

Educação Física e a busca pela melhoria da qualidade de vida


Nenhum profissional se importará tanto com a sua qualidade de vida como o de Educação Física. A busca por essa melhor qualidade passa por esse tipo de profissional, que é responsável por evitar, em grande parte, dos problemas de saúde. Principalmente no que diz respeito à evolução saudável do ser humano. 

No último dia 1º, foi comemorado o Dia da Educação Física. O dia a dia desse profissional está voltado à rotina da sala de aula, quando o curso é de licenciatura ou no bacharelado, quando é para atuar em academias ou como personal training. 

O curso de licenciatura forma profissionais para trabalhar na educação básica, ou seja, está diretamente voltado para área da educação. “As pessoas se matriculam nas escolas para aprender ler e escrever letras e números. O objetivo de uma unidade escolar é a formação integral dos alunos, garantindo condições indispensáveis para que os seres humanos em fase de formação possam ampliar seus horizontes, trabalhar suas aptidões e interesses, tornando-se cidadãos aptos a participar de maneira ativa, pacífica e produtiva, dos diversos aspectos da vida social”, comentou a coordenadora do curso de Educação Física das Faculdades Integradas Padre Albino (Fipa), Luciana de Carvalho Leite.

Especificamente no curso de Licenciatura, o profissional trabalha de forma transdisciplinar entendida como o grau máximo de relação entre as diferentes áreas do conhecimento. “Desta maneira, facilita-se uma unidade interpretativa, com o objetivo de constituir uma ciência que explique a realidade sem fragmentações. Uma mesma idéia, um mesmo sentimento, uma mesma informação é tratada pelas diferentes linguagens, oferecendo sustentação na ancoragem de temas, noções e conceitos de disciplinas”, frisou a especialista.

A expectativa é que o mercado possa se abrir com grande possibilidade de retorno por parte dos envolvidos. “Os diversos conhecimentos sobre um objeto, inter-relacionados por um eixo integrador e sob perspectivas e enfoques específicos, dialogando entre si, questionando-se, complementando-se, aprofundando-se, embora continuem a manter sua autonomia, seus objetivos específicos e suas fronteiras muito bem demarcadas, são trabalhadas de maneira sistemática e contextualizada”, comentou a profissional.

Em Catanduva, esses profissionais podem atuar em 67 unidades escolares enquanto na região, são outros 111 pontos. Em Catanduva são mais de 150 professores, sendo na região mais de 300.

“Estamos vivendo um momento muito propício para o profissional de Educação Física, já que teremos os dois principais eventos esportivos no mundo sendo realizados no Brasil, a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Portanto, é um profissional que tende a ter uma boa valorização”, falou a coordenadora.

Por ano, são aproximadamente 60 profissionais que se formam em Educação Física. “Apesar da licenciatura e o bacharelado serem distintos, os 3º e 4º anos são diferenciados. O curso é montado dessa maneira”, falou.

MEC renova reconhecimento do curso de Licenciatura em Educação Física das FIPA

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação, através da Portaria nº 297, de 28 de julho de 2011, renovou o Reconhecimento do curso de Licenciatura em Educação Física das Faculdades Integradas Padre Albino (FIPA).

Instalado em 1973 como Licenciatura Plena, há 38 anos, portanto, o curso de Educação Física das FIPA está na sua 36ª turma e formou nomes de destaque na área como Eduardo (Dudu) Silva, preparador físico do Corinthians, a ex-jogadora de basquete Hortência, o técnico do Catanduva Basquete, Edson Ferreto, entre tantos outros.

Em 2005, a Portaria nº 2.285 do MEC renovou o reconhecimento do curso como Licenciatura e em 2010 foi instalado o curso de Bacharelado em Educação Física, através da Portaria nº 2.185.

FUTURO

“Em Catanduva, há bom campo de trabalho”, diz estudante

Os futuros profissionais de Educação Física vislumbram boas oportunidades no mercado de trabalho de Catanduva. “Temos várias academias bem estruturadas que podem sim absorver a quantidade de profissionais que entram no mercado de trabalho todos os anos”, comentou o estudante João Eduardo Bossolani.

A jovem Priscila Morelato também está na expectativa de poder desempenhar um bom papel profissional quando se formar. “Tanto o Bacharelado quanto a Licenciatura são ramos que podem ser explorados não só em Catanduva, mas como em toda a região”, comentou.

Viés educacional para quem pretende atuar em vários segmentos

O profissional de Educação Física que opta pelo bacharelado é responsável por formar profissionais para trabalhar em academias, clubes, postos de saúde, como personal trainer, centros comunitários, hotéis, associações recreativas, empresas, ou seja, está diretamente voltado para a área não escolar.

“Tem como principal objetivo a formação para atuar no planejamento, condução e avaliação de programas de atividade física e saúde para grupos de crianças, jovens, adultos e idosos em condições normais e especiais e, também, para a pesquisa”, continuou a professora.

As pessoas procuram esse profissional para melhoras sua vida e para intervir na sua condição física, avaliando seu condicionamento físico, seus componentes funcionais e morfológicos e buscando a execução técnica de movimento, objetivando prevenir ou reabilitar.

“O profissional bacharel em Educação Física é capaz de compreender o binômio saúde/doença no contexto da saúde coletiva, desenvolver ações de prevenção, promoção e proteção da saúde em nível individual e coletivo, diagnosticar as necessidades das pessoas de modo a planejar, prescrever, ensinar, orientar e avaliar projetos e programas de atividades físicas, recreativas e esportivas”, destaca. 

Diferenciação

Apesar da diferenciação, os dois cursos contemplam conhecimentos biodinâmicos da atividade/movimento humano, comportamentais e sócio-antropológico. “A licenciatura tem por objetivo formar profissionais que saibam utilizar a especificidade da Educação Física como meio para a educação integral das pessoas. Já o bacharelado está baseado na formação de ordem técnica onde o profissional a ser formado será aquele apto a planejar, organizar, executar e avaliar atividades físicas de lazer, esportivas, dentre outras. Isso nos leva compreender que são formações complementares, por que a pedagogia, a didática e a educação estão presentes nas ações profissionais do bacharel, assim como as ações de ordem técnica permeiam as praticas pedagógicas na escola”, salientou.  

Alunos de Educação Física: profissão do futuro

Saiba mais...

A história da educação física relaciona-se com todas as ciências que estudam o passado e o presente das atividades humanas e a sua evolução. O homem, condicionado à situações de ser pensante, desempenhou, em todas as etapas da vida, um papel importante na história da educação física, a qual se propõe a investigar a origem e o desenvolvimento progressivo de suas atividades físicas, através do tempo: sua importância, as causas de seu apogeu e da sua decadência.

A educação física evolui à medida que se processa a evolução cultural dos povos. Assim, a sua orientação no tempo e no espaço está em sintonia com os sistemas políticos, sociais, econômicos e científicos vigentes nas sociedades humanas.

Na Pré-História havia a preocupação do desenvolvimento da força bruta, sob o ponto de vista utilitário-guerreiro, sem ideia definida do ponto de vista moral.

Na Antiguidade, os gregos, entretanto, mais evoluídos, visavam ao desenvolvimento físico e moral do homem. Nesse período, a educação física visava o aspecto somático, harmonia de formas, musculatura saliente, sem exagero, de onde surgiram os atletas de porte esbelto. É a fase anatômica da educação física. Já entre os romanos, que herdaram com a conquista da Grécia as atividades físicas dos gregos, em plena decadência, orientavam a educação física, objetivando o desenvolvimento das massas musculares. Pouco se dedicavam à cultura intelectual e muito menos a da moral.

sábado, 3 de setembro de 2011

DOR NAS COSTAS

É a dor que ocorre na região lombar também denominada lombalgia, e que pode irradiar-se para as nádegas, coxas e pernas.Ocorre em qualquer idade sendo rara na infância e mais comum após os 40 anos, caracterizando uma das principais queixas da velhice. É muito freqüente no adulto, acreditando-se que 5% da população mundial sofre de dores nas costas. É uma das 
principais causas de aposentadoria por invalidez.
Pode ser devida a inúmeras causas que vão desde a hérnia de disco até problemas emocionais passando por tumores e por problemas posturais. Basicamente se deve a distúrbios da musculatura e da coluna espinhal. Quando ocorre no jovem em geral se deve a problemas relacionados a posturas inadequadas, quedas, acidentes, obesidade e também a problemas congênitos (escolioses). Na velhice a artrose (o processo de envelhecimento ósseo) e a osteoporose (processo de enfraquecimento ósseo) são as principais causas. A mulher menopausada com vida sedentária apresenta tendência à osteoporose o que favorece o aparecimento de dores lombares.
No adulto jovem, a postura inadequada é causa freqüente de lombalgia e está relacionada à maneira de se sentar, de se deitar, de carregar peso, etc. O hábito de dormir em colchão de molas ou a prática de atividade física excessiva e incorreta , por ex., levam a dores lombares de difícil tratamento.

Quando a dor lombar associa-se a dor irradiada para a coxa e para a perna ocorre o que se denomina compressão radicular. Nesta situação o nervo é comprimido sendo que a causa mais freqüente é a hérnia de disco que está relacionada a traumatismos que ocorrem durante a vida. Os tumores da coluna também se manifestam com dores deste tipo. 

A ansiedade, o stress e a depressão podem também levar a dor nas costas, constituindo uma situação muitas vezes complexa.

Algumas vezes doenças intra-abdominais, como por exemplo a Infecção Urinária, Calculose Renal e o Aneurisma da Aorta Abdominal, podem provocar dores lombares confundindo-se com problemas da coluna.

Em todas as situações de lombalgia, há necessidade de estudo minucioso no sentido de se fazer um diagnóstico correto. O estudo da coluna é feito por radiografias simples e pela ressonância nuclear magnética.
A tomografia computadorizada da coluna não é a melhor indicação para o estudo da coluna vertebral.
O tratamento da lombalgia envolve medicamentos analgésicos , relaxantes musculares e antiinflamatórios. A perda de peso pode ser fundamental. O repouso é básico para o alívio da dor bem como o uso do calor e de ondas curtas . Estes são tratamentos sintomáticos que não visam a abordar a origem da doença.
A fisioterapia neurológica associada à correção de posturas inadequadas são responsáveis pelos melhores resultados terapêuticos, pois atinge as causas da dor: leva ao fortalecimento da musculatura que envolve a coluna. Recomenda-se que seja feita continuamente. Empregam-se diversas técnicas ( ajustamentos ósteo-articulares, correção de posturas, massagens, etc ) com o objetivo de reestruturar o corpo para que ele se movimente corretamente e de maneira mais fácil. A natação é uma prática esportiva excelente que complementa a fisioterapia. Muitas vezes a psicoterapia se torna uma arma importante no tratamento.
A manipulação da coluna através de técnicas agressivas pode piorar o quadro doloroso e até desencadear o aparecimento de uma hérnia de disco, e deve ser evitada.
Em nosso meio existe um cem número de abordagens para o tratamento das dores da coluna que vai desde a acupuntura e estimulação elétrica até técnicas orientais as mais variadas, como o "Shiatsu", por ex. Todas essas formas terapêuticas trazem alívio transitório à dor sem resolver o problema básico.
A utilização de colete deve ser feita com muito critério, pois o seu uso prolongado leva à atrofia da musculatura que envolve a coluna gerando como conseqüência a piora do quadro doloroso e criando uma situação de dependência do colete. O seu uso é recomendado para situações transitórias como por ex. durante uma viagem de automóvel.
O tratamento cirúrgico está indicado em algumas situações especiais como a hérnia de disco que não responde ao tratamento clínico. A cirurgia é simples, realizada com utilização de microscópio e apresenta excelentes resultados quando bem indicada.
A higiene da coluna é fundamental no tratamento e na profilaxia dos problemas de coluna : a maneira correta de se sentar, a maneira correta de se pegar algo no chão ou de se carregar um peso, a maneira correta de se deitar ou de se dirigir automóvel , etc constituem o primeiro passo que leva aos bons resultados terapêuticos, pois de nada valem as outras abordagens terapêuticas se tais cuidados não forem tomados no cotidiano. O ensino de posturas adequadas deve ser estimulada desde a infância.
Dr. João Roberto D. AzevedoMédico neurocirurgião Autor do livro "Ficar Jovem Leva Tempo…Um Guia para Viver Melhor". Editora Saraiva
E-mail: jrobert@dialdata.com.br