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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Defesa Civil recomenda cuidados com a baixa umidade


    • Cuiabá já atinge nível considerado "de alerta"; temperatura vai a 40 graus, em média, no período da tarde


    • Cuiabá tem enfrentado os dias mais secos do ano, com temperatura, em média, de 40 graus
      Com temperaturas que chegam à casa dos 40 graus, Cuiabá tem enfrentado os dias mais secos do ano. Nas duas últimas semanas, a Umidade Relativa do Ar na Capital mato-grossense tem atingido, quase diariamente, o nível de alerta, situando-se entre as marcas de 12% e 20%. 

      O normal, segundo a Defesa Civil Municipal, é em torno de 70%. Abaixo de 12%, a situação é considerada "de emergência".

      O coordenador municipal da Defesa Civil, Eldo Orro, informou, nesta quarta-feira (17), que a baixa umidade pode causar muitos problemas para a saúde da população. 

      Os mais comuns são ressecamento da pele, nariz e garganta, irritação nos olhos, dificuldade para respirar, agravamento de doenças como asma e bronquite e sangramento nasal.

      Nesta época do ano, é comum a queda na umidade do ar, portanto, de acordo com especialistas, os cuidados que a população já vinha mantendo, devem ser redobrados. O aumento da ingestão de líquidos e a interrupção de atividades físicas entre as 10h e 16h é essencial nesse período. 

      Orro lembrou que, com a umidade em queda, a população deve substituir comidas gordurosas ou de difícil digestão por pratos leves como saladas, frutas, verduras, macarrão com molhos leves e pouca carne. Deve-se também evitar ao máximo a exposição ao sol e banhos quentes. 

      Além disso, o uso de protetor solar para o corpo e manteiga de cacau para os lábios são itens indispensáveis durante esse período. Ele recomenda cuidado com as queimadas, que nessa época são mais freqüentes e têm reflexo direto no agravamento da umidade do ar, e deixam a cidade com aspecto de deserto.

      Veja a seguir os cuidados recomendados pela Defesa Civil, a serem tomados com o tempo seco:

      Umidade entre 20 e 30% - Estado de Atenção
      • Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11h e 15h; 
      • Umidificar o ambiente com vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc.
      • Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas com vegetação etc.
      • Consumir muita água.

      Umidade entre 20% e 12% - Estado de Alerta
      • Observar as recomendações do estado de atenção.
      • Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10h e 16h; 
      • Evitar aglomerações em ambientes fechados;
      • Usar soro fisiológico para olhos e narinas.

      Umidade abaixo de 12% - Estado de emergência
      • Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta; 
      • Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10h e 16h, como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência etc;
      • Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas etc entre 10h e 16h; 
      • Durante as tardes, manter com umidade os ambientes internos, principalmente quarto de crianças, hospitais etc. 

      O ar muito seco é prejudicial à saúde. O que fazer para aliviar os efeitos da secura?

      Aqui estão algumas dicas:

      - Beba mais água do que o normal, ou outros líquidos não alcoólicos.
      - Molhe a boca e narinas com água, várias vezes durante o dia (a parte interna das narinas pode ficar muito ressecada e o esforço de assoar o nariz pode causar o rompimento dos delicados vasos sanguíneos, o que gera sangramento).
      - Atenção com os olhos porque também tendem a ficar ressecados. Molhe-os com água ou use colírios adequados. 
      -Atenção especial com as crianças e pessoas idosas, não apenas com a situação de ar muito seco, mas com o calor e o sol em excesso. 
      - O uso de aparelhos umidificadores dentro de casa também aumenta os níveis de umidade no ambiente, deixando-os em padrões confortáveis para a saúde humana.
      - Panos molhados nos cantos do ambiente interno ou bacias com água ajudam a aumentar a umidade do ar.
      - O uso de cremes hidratantes no corpo ajuda a renovar a umidade da pele que também tende a ficar ressecada na situação de índices de umidade do ar muito baixos.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Baixa umidade do ar pode causar doenças




O tempo seco pode acarretar problemas alérgicos, principalmente rinite e asma
A baixa umidade do ar, comum no período da seca principalmente no Centro-Oeste do país, pode provocar doenças respiratórias. O clima seco começou em julho. A baixa umidade do ar deve continuar até meados de setembro. 
Segundo o professor de pneumologia Ricardo Martins, da Universidade de Brasília, o tempo seco pode acarretar problemas alérgicos, principalmente rinite e asma, e doenças infecciosas, como resfriados e gripes que podem levar a uma pneumonia. Ele recomenda alguns cuidados para este período do ano.
– É importante beber muito líquido, pelo menos um copo de hora em hora. Evitar alimentos muito salgados, manter uma alimentação saudável, usar vestimentas apropriadas para o clima, umidificar o ambiente com bacias d’água, toalhas molhadas ou usar um Umidificador de Ar.
 Além disso, o especialista recomenda evitar banhos quentes e demorados e a prática de exercícios físicos entre as 9h e as 17h.
Algumas pessoas, porém, não seguem as recomendações. É o caso de Mariana Natividade, estudante, que não pode caminhar no período da noite, quando o tempo não fica tão seco. Seu único horário disponível é durante o almoço.
– É muito diferente quando o tempo está seco. É preciso beber mais água, passar mais creme, usar óculos e boné –, disse ela.
Para o piloto de avião Roberto Cury, morador do Rio de Janeiro e acostumado com um clima úmido, caminhar na capital é diferente.
– Eu tenho que manter o hábito de caminhar, mas aqui é mais difícil e eu canso bem mais rápido –, explicou.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

USP vai capacitar médico contra asma Somente na pneumologia, são atendidos de 20 a 30 casos por semana e até 100 casos de pacientes em crise de asma por mês

Um projeto desenvolvido por médicos e professores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão vai capacitar os médicos da prefeitura para um tratamento preventivo contra a asma.
A coordenadora do projeto "Foca no controle da Asma", Karla de Paula Arruda, diz que a ideia surgiu após observar a alta demanda no Hospital das Clínicas de pacientes que têm crises da doença há muito tempo, mas nunca fizeram tratamento preventivo.
"O tratamento preventivo é feito todo por vias inalatórias, com o uso correto de corticoides e as famosas bombinhas", disse Karla.
O trabalho será de orientação tanto dos médicos quanto da equipe, para identificar pessoas que tenham sintomas que podem evoluir para uma crise. "Queremos que a prevenção retire os pacientes dos postos e dê uma melhor qualidade de vida para essas pessoas".
Em agosto, serão realizadas palestras e demonstrações do uso de medicamentos preventivos da doença. As palestras virão em quatro módulos, com quatro horas de duração cada. Durante um ano, 11 membros do projeto passarão um dia por semana em uma das unidades para ajudar na orientação e acompanhar o tratamento.
Para o médico pneumologista do HC, Élcio Viana, o projeto vai ajudar a desafogar o atendimento dos casos de asma atendidos no hospital.
"Metade dos nossos atendimentos não são casos graves e podiam ser mantidos em unidades básicas de saúde". De acordo com ele, só na parte da pneumologia, são atendidos de 20 a 30 casos por semana e até 100 casos de pacientes em crise de asma por mês.

domingo, 14 de agosto de 2011

Hospital do Câncer de Barretos pode se instalar em MS


Segundo o prefeito Nelsinho Trad (PMDB), foram oferecidas algumas áreas para a instalação da unidade na Capital, dentre elas, um terreno de um hectare

Hospital de Câncer de Barretos, referência no país no tratamento da doença, vai administrar dois centros de diagnóstico a serem construídos em Campo Grande e Dourados e que deverão estar prontos até o final deste ano. A diretoria do hospital confirmou que está em negociação com o pecuarista de Mato Grosso do Sul Antônio Moraes dos Santos para instalar as duas unidades em Mato Grosso do Sul. A prefeitura da Capital deverá doar o terreno para o hospital, que atende por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que o contrato seja assinado na próxima semana.

Segundo o prefeito Nelsinho Trad (PMDB), foram oferecidas algumas áreas para a instalação da unidade na Capital, dentre elas, um terreno de um hectare, localizada na região do bairro Aero Rancho, nas proximidades do Hospital Regional. A equipe do Hospital de Barretos ainda precisa verificar se o local atende às necessidades da instituição. "Eles querem um local próximo de algum hospital para servir de base de apoio", explicou. "A intenção é construir uma unidade de tratamento e prevenção. Teria uma unidade móvel de prevenção, que circularia na cidade, e um fixo, cuja construção demandaria aproximadamente R$ 12 milhões".
Em matéria divulgada ontem no jornal Folha de S. Paulo, a diretoria do Hospital de Câncer de Barretos informou que a atuação em outros Estados é uma prática de praxe da instituição, que circula pelo país com uma unidade móvel equipada para fazer o diagnóstico da doença. Segundo o hospital, as unidades de detecção de câncer terão capacidade para atender gratuitamente 50 mil pessoas por ano nas duas cidades, mas não farão parte da rede pública. Em ambos, será possível fazer o diagnóstico de câncer de mama, próstata e pele e exames de papanicolau.

Doador
No ano passado, o pecuarista anunciou a doação de R$ 23 milhões para o Hospital do Câncer Alfredo Abrão, em Campo Grande. O dinheiro seria usado para construir um anexo de oito andares, mas o acordo não foi firmado porque, segundo Antônio Moraes, a entidade não aceitou cumprir a cláusula da impenhorabilidade do prédio. O pecuarista havia condicionado a doação à garantia de que o terreno e o futuro prédio não poderiam ser vendidos, hipotecados ou revertidos para outra finalidade, que não o atendimento hospitalar à comunidade carente.
Na época, o advogado do hospital disse que tratava-se de um "impasse burocrático perante o cartório", mas estavam tentando resolver o problema quando o pecuarista desistiu da doação. Devido a esse impasse, a reportagem foi informada que o pecuarista não dará detalhes do empreendimento até que o contrato seja firmado, o que deve ocorrer na próxima semana

sábado, 13 de agosto de 2011

Pais e mães acordam mais cedo para vacinar filhos e defendem imunização


Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Muitos pais e mães de crianças menores de 5 anos acordaram hoje (13) mais cedo para vacinar os filhos contra a paralisia infantil. No Distrito Federal, a cena se repete nos principais postos de saúde. As filas longas e, às vezes, demoradas pareceram não incomodar as famílias. A ideia é que nesta segunda etapa da campanha de vacinação 14.148.182 crianças sejam protegidas em todo o país.
Valderene Viera de Souza e o marido Fábio Pereira, pais de Lara Cecília, de 3 anos, disseram à Agência Brasilque não há compromisso nem dificuldade que os impeça de levar a filha para vacinar. A criança é autista – transtorno global de desenvolvimento que afeta a capacidade de comunicação e comportamento.
“A gente sempre trouxe a Lara Cecília para vacinar. É importantíssimo porque ela tem um acompanhamento especial de saúde, então a gente não descuida”, disse Fábio Pereira. A criança estava agitada na fila, mas mesmo assim aceitou receber a gotinha.
O casal Adriana Viana e Mustafá Kazi, pais de Gabriela, de 9 meses, lembraram que jamais perderam uma vacina da filha. “Vale a pena enfrentar a fila e vir bem cedo para vacinar. [Apesar de ser pequenina] ela nunca teve uma reação alérgica”, informou Adriana.
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal montou 308 postos de vacinação em centros de saúde, hospitais, escolas, shoppings e supermercados, que funcionarão das 8h às 17h.  O objetivo é imunizar 191.978 crianças - o equivalente a 98% da população-alvo. Cerca de 115 mil postos de vacinação foram instalados em todo o país, envolvendo 350 mil pessoas na campanha.
Para Analea Medeiros, mãe de Rebeca, de 2 anos, levar a filha para vacinar faz parte da agenda de compromissos e não é um incômodo. “É fundamental trazer a criança. Desde que ela nasceu eu trago, e ela nunca apresentou reação nem incômodo”, disse a mãe.  
No Distrito Federal e em municípios de 18 estados  - Acre, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe, Santa Catarina e Tocantins - as crianças são vacinadas também contra o sarampo.
No caso do sarampo, as crianças devem ter menos de 7 anos e mesmo que já tenham sido vacinadas anteriormente, devem tomar a segunda dose. Nos outros oito estados do Brasil, elas já foram imunizadas contra doença. A meta do Ministério da Saúde é vacinar  17.094.519 crianças em todo o país.