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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sono na medida certa pode livrar adolescentes da diabetes


                        Um novo estudo mostrou que dormir entre sete horas e meia e oito horas e meia por noite mantém a insulina e o açúcar no sangue em um nível ideal. Este foi o resultado de um estudo feito por pediatras do Hospital Infantil da Filadélfia, nos Estados Unidos, e publicado na revista Diabetes Care e no jornal Telegrafy. 62 adolescentes obesos – grupo que está mais propenso a desenvolver a diabetes – com idade média de 14 anos participaram da pesquisa. Eles foram monitorados ao longo de um dia e meio, durante o qual os seus níveis de açúcar no sangue foram testados e seus padrões de sono foram analisados pelos pesquisadores.
 
                          Passar mais ou menos tempo que isso dormindo aumentou a chance de níveis de glicose elevados, enquanto que uma menor quantidade de “sono profundo” causou queda nos níveis de insulina. 

                          Ou seja, não adianta dormir o tempo estimado como suficiente, se os estágios do sono não forem tranquilos de modo a garantir que o período conhecido como “sono profundo” tenha duração razoável.

                          A descoberta significa que um padrão de sono saudável pode ajudar a afastar o aparecimento da diabetes nos pacientes.Dr. Dorit Koren, endocrinologista pediátrica do hospital, que liderou o estudo, disse que ele apoia pesquisas anteriores que mostraram que adultos privados de sono apresentam um risco maior de diabetes tipo dois. “Sabemos que três em cada quatro alunos do ensino médio dizem dormir em quantidade insuficiente”, afirmou a especialista. “Nosso estudo descobriu que, para manter os níveis de glicose estáveis, a quantidade ideal de sono para os adolescentes é 7,5 a 8,5 horas por noite”, completou.Os pesquisadores vão agora tentar confirmar seus resultados através da realização de uma análise semelhante nas casas dos adolescentes obesos, e não em laboratório.“Entretanto, nosso estudo reforça a ideia de que dormir o suficiente na adolescência pode ajudar a proteger contra o diabetes tipo 2″, diz o Dr. Koren.

domingo, 25 de setembro de 2011

Qual a melhor hora para tomar remédio?


Medicamento para asma deve ser ingerido à noite; para osteoporose e hipotireoidismo, de manhã. Confira outras indicações.


Medicamentos ingeridos em determinados horários podem ter seus efeitos potencializados. Ou seja, sabendo a hora de tomá-los, o tratamento pode ser mais eficiente. É o que prega a cronofarmacologia, ramo da ciência que estuda como doenças e tratamentos são influenciados pelos ritmos biológicos.
"Observamos que algumas doenças apresentam picos de piora dos sintomas, então podemos programar o medicamento para esses momentos. Assim, a ação acontece quando o corpo mais precisa", diz o pneumologista José Manoel Jansen da Silva, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e um dos autores do livro "Medicina da Noite".
Nos Estados Unidos, alguns remédios já começaram a trazer na bula indicações sobre o melhor horário de administração. Por aqui, os estudos sobre o tema avançam, mas por enquanto são apenas sugestões dos médicos e não prescrições. Veja a seguir algumas indicações.
Asma: as piores crises acontecem de madrugada. “Pesquisas apontam que a piora dos sintomas é às quatro da manhã. Como os medicamentos têm o auge de sua ação em quatro ou oito horas após a ingestão, o melhor horário seria por volta de 20 horas ou mais tarde um pouco, próximo à hora de dormir”, diz Silva.
Doenças Cardiovasculares: é pela manhã que acontece o maior número de infartos e avc “O indivíduo estava em repouso, com a pressão arterial baixa. Quando ele acorda, aumenta a secreção de dois hormônios: o cortisol ("hormônio do estresse") e a adrenalina, o que provoca efeitos negativos sobre coração”, explica o médico. A hora ideal do medicamento, portanto, seria de manhã bem cedo ou antes de dormir.
Diabetes do tipo 2: o melhor é tomar o remédio antes de dormir, para fazer a cobertura da noite, quando ocorre a piora de sintomas.
Gastrite: como toda inflamação, os maiores incômodos aparecem à noite. Tome o remédio antes de dormir e garanta conforto durante o sono e ao despertar.
Atrite: os doentes se queixam de dores ao acordar, logo pela manhã. O horário ideal do medicamento seria à noite, antes de dormir.


Hipotireoidismo: o medicamento deve ser tomado de manhã, em jejum, para maior absorção pelo organismo.
Osteoporose: também deve ser ingerido pela manhã, antes do café. “Se não for em jejum, acaba se misturando com a alimentação e se perdendo com as fezes”, diz o neurocirurgião Manoel Jacobsen Teixeira.
Vitamina e Anticoncepcional: podem ser ingeridos a qualquer hora. “Mas, até para criar uma rotina e evitar o esquecimento, especialmente o anticoncepcional que requer continuidade, melhor que sejam tomados sempre no mesmo horário”, diz o pneumologista da UERJ.
Antibiótico: o remédio precisa dar cobertura o tempo todo e é importante seguir as doses prescritas, com o espaçamento recomendado. Esqueceu de tomar? “Não espere pelo horário da próxima dose. Tome assim que lembrar e depois siga normalmente o esquema de administração”, finaliza Silva.

Doação de órgãos cai 5% em 2011 após ano recorde em SP


Balanço da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, divulgado nesta sexta-feira, aponta uma queda de 5% no número de doares de órgãos no Estado neste ano. O pequeno declínio contrasta com o ano de 2010, quando se registrou um recorde histórico no número de doações. De janeiro a 15 de setembro deste ano, foram 603 doações, contra 635, no mesmo período de 2010, que foi de 871 doações ao longo dos 12 meses.
"É fundamental que as pessoas informem expressamente seus familiares sobre o desejo de doar seus órgãos, pois em caso de morte somente a família pode autorizar a doação. Um doador beneficia, em média, três pacientes, podendo chegar a sete", afirmou Luiz Augusto Pereira, coordenador da Central de Transplantes da Secretaria.
Mesmo com a queda, o número ainda é 23% superior aos 490 doadores computados entre janeiro e 15 de setembro de 2009. O total de transplantes realizados no Estado também caiu, foram 1.583, contra 1.696 no mesmo período de 2010. Em 2009, até a metade de setembro, foram 1.376 cirurgias.
A taxa média de doadores paulistas por milhão de população neste ano, de 19,5%, é superior a de países como a Argentina (14,3%), cuja população estimada é semelhante ao Estado de São Paulo. Até meados de setembro, foram realizados 49 transplantes de coração, 89 de pâncreas, 1.004 de rim, 420 de fígado e 21 de pulmão.
Segundo o balanço da pasta, dos dez Serviços de Procura de Órgãos e Tecidos (Spots) existentes no Estado, o Hospital São Paulo, da Unifesp, lidera em números absolutos a captação de órgãos para transplantes no Estado, com 125 doadores viáveis neste ano, seguido pelo serviço da Santa Casa de São Paulo, com 120. Cada Spot é responsável pela captação de doadores em determinado grupo de hospitais.

sábado, 24 de setembro de 2011

Médico espanhol diz que muito sexo faz bem ao coração


Para ter um coração saudável é preciso comer bem, beber 
pouco, controlar o estresse, não fumar, fazer exercícios 
moderados e praticar muito sexo, de preferência com um parceiro estável, de acordo com o médico espanhol Josep María Caralps.

Essa é a fórmula do doutor Caralps para manter "em bom estado" a máquina perfeita que é o coração, que bate cerca de 100 mil vezes por dia e movimenta 10 mil litros de sangue. Um órgão também emocional, muito ligado aos sentimentos mais íntimos, e que foi chamado por Aristóteles de santuário da alma.
Os olhos e as mãos deste médico espanhol, que tem quatro décadas dedicadas à cirurgia cardíaca, viram e tocaram milhares de corações. Corações doentes e muito doentes, velhos e jovens, grandes e pequenos e de pessoas de todo tipo de raça, o que o permite falar com autoridade de "nosso músculo mais prezado", vital e carismático.
Josep María Caralps teve a honra de fazer o primeiro transplante de coração bem sucedido na Espanha, no dia 8 de abril de 1984, uma data que nunca esquecerá.
Tanta sabedoria acumulada sobre o coração o levaram a escrever Super Corazón (Super Coração, na tradução livre), no qual descreve suas experiências e conhecimento.
O livro, que chega neste domingo às livrarias, coincidindo com a celebração do Dia Mundial do Coração, é um guia para ajudar a conhecer como trabalha e porque o coração adoece, além de ensinar a mantê-lo em forma.
Na conversa com este premiado profissional da medicina ouvimos repetidamente a palavra moderação: "Podemos fazer de tudo, mas com moderação, precisamos aprender que a degustação de um cigarro após uma boa refeição, uma taça de vinho no jantar ou no almoço, não pode se transformar em dependência".
"Temos ao nosso alcance coisas que fazem nossa vida melhor. Mas precisamos ser capazes de discernir sobre o que é bom e o que é ruim. A saúde não está separada do prazer. Ao contrário, se não há prazer não há saúde", considerou.
Caralps fala em educar desde a infância como forma de prevenção e criar bons hábitos. "Ensinar às crianças que fumar é prejudicial, que o álcool pode ser agradável, reconfortante e, em algumas ocasiões, até necessário, mas sempre, sempre com moderação, com muita moderação", detalhou o médico.
"Não nos preocupamos com isso, porque achamos que podemos controlar nossos vícios. Mas, na realidade, não podemos. Ser moderado em tudo é quase impossível. Daí a necessidade de aprendermos desde pequeno", afirmou, acrescentando que as escolas também devem ensinar a "controlar mentalmente as emoções, a sermos mais humanos, termos mais cuidado com nós mesmos e com os outros".

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Aumento dos casos de Alzheimer preocupa autoridades de saúde | Últimas notícias | Pernambuco.com - O melhor conteúdo sobre Pernambuco na internet


Além da busca de novos medicamentos para o Alzheimer, cientistas buscam descobrir os primeiros sinais da doença. De acordo com especialistas, isso é muito importante, pois várias drogas já se mostraram ineficazes em pessoas que já apresentavam os primeiros sintomas. E se os medicamentos pudessem ser administrados antes, adaptados para mudanças biológicas específicas (ou biomarcadores) no cérebro, o tratamento ou prevenção poderia ter mais sucesso.

Apesar das inúmeras pesquisas que existem no segmento, ainda não existem informações suficientes da comunidade científica sobre os fatores que promovem o desenvolvimento da doença. O que já se sabe é que o mal ataca o cérebro muito antes dos indivíduos apresentarem perda de memória ou declínio cognitivo. As descobertas feitas até o momento apontam que fatores de proteção estão ligados aos hábitos intelectuais e sociais de vida, assim como à alimentação e à atividade física. Especialistas acreditam que um idoso que se mostra interessado em ler, por exemplo, aumenta o que em medicina se chama de reserva cognitiva. Com isso, ele retarda o aparecimento da doença.

Médicos também recomendam que a pessoa cultive uma rede de amigos e tenha contato com eles com frequência. Isso porque já se observou que quanto mais limitado o círculo social do idoso, maior a probabilidade de ele ter Alzheimer.

A atenção aos hábitos de alimentação e atividade física também é importante para reduzir o risco do Alzheimer aparecer com o avanço da idade. A prioridade deve ser para uma alimentação saudável, que mantenha os níveis de colesterol e glicemia controlados. Além disso, a pressão arterial também deve ser mantida sob o controle. O idoso que não fuma e pratica exercícios físicos diminui o risco de ter a doença.

Apesar da dificuldade de diagnóstico, crescem os casos no Brasil

Embora não haja dados precisos sobre a doença, especialistas acreditam que a incidência de casos de Mal de Alzheimer tem aumentado no Brasil, como resultado do crescimento da expectativa de vida, decorrente do maior desenvolvimento do país.

A doença tem caráter progressivo e se agrava à medida que o tempo passa. A família é envolvida costuma demorar a perceber que o esquecimento pode caracterizar um sintoma da doença e não uma simples casualidade. O problema é tamanho, que 75% dos doentes desconhecem que sofrem do mal, de acordo com a ONU. Quando a família resolve procurar a ajuda de um especialista, ele faz uma exclusão de todas as outras doenças que causam o sintoma para chegar a um diagnóstico definitivo.

O diagnóstico precoce é fundamental no tratamento e os idosos devem começar a fazer exames com 65 anos para descobrir se são possuidores da doença ou não. Portanto, o paciente deve fazer um acompanhamento anual, exames de sangue e imagem para ver se está com atrofia de cérebro ou alguma carência que possa ser revertida.

Alguns sinais e sintomas:

    * Fase Inicial: Perda de memória, confusão, desorientação, ansiedade, dificuldades em tomar banho sozinho e alimentar-se, alteração da personalidade e senso crítico.
    * Fase Intermediária: Dificuldades em reconhecer familiares e amigos, perder-se em ambientes conhecidos, dependência progressiva, vagância, dificuldades com a fala e a comunicação, alucinações, inapetência, perda de peso e incontinência urinária.
    * Fase Final: Dependência total, restrito a poltrona ou ao leito, incontinência urinária e fecal, perda progressiva de peso, infecções urinárias e respiratórias frequentes e término da comunicação.
    * Fase Terminal: Úlceras por pressão, infecções de repetição, alimentação enteral, agravamento dos sintomas da fase final, morte.

Por Éverton Oliveira, da redação Saúde Plena