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terça-feira, 5 de julho de 2011

Médicos alertam para riscos de hipertensão causada pela disfunção renal


Médico brasileiro com atuação nos Estados Unidos chama a atenção para os cuidados com a hipertensão
Apesar de muita gente desconhecer, a hipertensão é a causa de muitos casos de disfunção renal. O alerta é da Sociedade Gaúcha de Nefrologia que realizou a Jornada Gaúcha de Nefrologia. Segundo o presidente da entidade, Dr João José A. de Freitas, um dos fatos que vem chamando a atenção na área é o perigoso papel que a disfunção renal exerce em aumentar o desenvolvimento da doença cardiovascular prematura. 
 
O pacientes hipertensos correm o risco de desenvolver insuficiência renal crônica, ou seja, perda de função dos rins à longo prazo. Esta progressão da Insuficiência renal, acaba levando a necessidade de tratamento com diálise. O tratamento da hipertensão diminui o risco de desenvolvimento da insuficiência renal crônica em aproximadamente 50%. O médico e professor da Yale University Schooll of Medicine (EUA), Aldo Peixoto, chama a atenção também do agravante que a hipertensão traz nos pacientes em tratamento de doença renal.
 
- A hipertensão faz com que as doenças progridam mais rapidamente, no caso de paciente que tem doença renal crônica de qualquer causa. Então cuidar da pressão não só é importante para prevenir doença renal, mas também para impedir o avanço das complicações renais - explica Peixoto. 
 
Nos EUA a hipertensão é a segunda causa mais comum da doença renal que leva a diálise, atrás apenas da Diabetes.
 
A principal forma de combate às disfunções renais é a redução da proteinúria, proteína produzida pelo fígado, sendo o resultado do metabolismo dos alimentos protéicos como carne, ovos, leite, queijo. 
 
Para o combate a hipertensão é preciso uma combinação de cuidados na alimentação e hábitos de vida. Além dos fatores genéticos existem questões ambientais, por exemplo, como o excesso de consumo de sal, o baixo consumo de potássio presente em frutas e legumes e até o stress. A obesidade e o sedentarismo também influenciam de forma significativa.
 
- Do ponto de vista cultural o problema maior é vencer resistências a mudar a dieta, a fazer um exercício e até mesmo a fazer um tratamento - alerta o médico.
 
O especialista comemora o fato de alguns mitos estarem sendo derrubados, mas ainda chama a atenção da população. 
 
- Felizmente está acabando, mas ainda existe uma percepção errada que a pressão alta é o que todo idoso tem que ter. É uma idéia antiga que foi desbancada há mais de 25 anos, porém alguns ainda continuam achando que idoso com pressão alta não precisa ser tratado - comenta.
 
A doença renal crônica é um problema de saúde pública mundial. Mais de um milhão de pacientes no mundo encontra-se em programa de terapia renal substitutiva (diálise). Estima-se que no Brasil, existam 10 milhões de portadores de alguma forma de doença renal, ou seja, de 5 a 10% da população. Na maioria dos casos não há sequer o conhecimento da doença. Em nosso país, há 90 mil pessoas em diálise, sendo 5 mil no Rio Grande do Sul. 
 
De acordo com o presidente da Sociedade Gaúcha de Nefrologia, entidade promotora do evento, João José de Freitas, em função disso, cabe ressaltar a população que tão importante quanto medir colesterol ou glicose é investigar a função renal, o que pode ser feito através de exames simples de urina e dosagem de creatinina no sangue. Outras informações sobre a doença podem ser conferidas no site da Sociedade Gaúcha de Nefrologia www.sgn.org.br. 
 
Sociedade Gaúcha de Nefrologia
 
A Sociedade Gaúcha de Nefrologia (SGN) é uma associação, sem fins lucrativos, de caráter representativo associativo, científico e cultural, que congrega os médicos nefrologistas do Rio Grande do Sul e outros profissionais da saúde com interesse na mesma área. Tem como missão integrar e fortalecer a nefrologia gaúcha visando a promoção de saúde.