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sábado, 13 de março de 2010

Hipertensão na Gravidez


Qual a magnitude desse problema de hipertensão na gravidez?
No seu conjunto, a hipertensão é a intercorrência clínica mais comum na gravidez e é responsável de 5% a 10% dos distúrbios que ocorrem nesse período. É uma incidência relativamente alta que aumenta em alguns grupos específicos. Por exemplo, nas mulheres com mais idade. Pacientes com mais de 35 anos, estão mais sujeitas à hipertensão arterial crônica. Por outro lado, as primigestas e as adolescentes têm mais pré-eclampsia. 
As duas formas clínicas mais comuns de hipertensão na gravidez são:
i) a hipertensão arterial crônica, quer dizer, a mulher já apresentava hipertensão antes de engravidar, continuou hipertensa durante a gestação e continuará depois dela e
ii) a pré-eclampsia, uma forma hipertensiva que só ocorre durante a gravidez. Neste caso, quando a mulher engravida, sua pressão, que era normal, sobe. Terminada a gravidez, porém, o problema desaparece. O risco maior da pré-eclampsia é o aparecimento de convulsões. A mulher tem convulsões porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro.Essa é a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
A mortalidade materna, no Brasil, é uma das piores do mundo. Tem até piorado nos últimos tempos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, no passado 140 mães morriam para cada cem mil crianças nascidas vivas. Em 1996, essa taxa subiu para 220 mães mortas em cem mil nascimentos. Esses índices se aproximam dos da década de 1950 nos Estados Unidos.

Para ter-se uma idéia da magnitude de problema brasileiro, nos países do primeiro mundo, essa taxa está por volta de 5 ou 10 mães por cem mil crianças. É importante considerar que 75% das mortes por hipertensão na gravidez têm como causa a pré-eclampsia e a eclampsia. Isso é lastimável porque a eclampsia em especial, que é uma forma grave da pré-eclampsia, é uma patologia que pode ser prevenida desde que se consiga atuar precocemente. Em países do primeiro mundo, volto a mencionar, é raro ocorrer uma morte por eclampsia. O diagnóstico é feito durante o pré-natal e pode-se evitar a ocorrência da forma mais grave antecipando-se o parto. Não é preciso esperar as 40 semanas de gestação. Diante da iminência de um quadro grave, interrompe-se a gravidez e a mulher está curada porque a doença desaparece com a retirada da placenta. 
Fonte: Site Dr. Drauzio Varella - www.drauziovarella.com.br