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quarta-feira, 13 de março de 2013

Risco de infarto do miocárdio assintomático é maior em hipertensos


Engana-se quem pensa que o infarto agudo do miocardo (IAM) é provocado apenas pela aterosclerose, ou seja, a obstrução das artérias que levam o sangue ao coração por placas de gordura. Esse é um dos principais motivos, mas não o único.
A hipertensão arterial sistêmica é um dos três fatores de risco mais importantes para desenvolvimento de infarto agudo do miocárdio juntamente com a dislipidemia (aterosclerose) e o tabagismo.
Em pacientes com IAM, a prevalência de hipertensão arterial fica entre 25% e 40% dos casos. Especificamente no caso da aterosclerose coronariana, observações do estudo de Framingham demonstraram que o desenvolvimento da doença é proporcional ao aumento dos níveis de pressão.
O estudo revela também que a incidência de infarto agudo do miocárdio assintomático é significativamente maior em indivíduos hipertensos, o que gera uma preocupação maior entre pacientes e especialistas.
“As alterações degenerativas do sistema vascular de natureza aterosclerótica são agravadas ou aceleradas pela hipertensão arterial, particularmente, a doença arterial coronariana”, esclareceu o reumatologista George Christopoulos.
“A presença de hipertensão arterial tem evidentes implicações para o diagnóstico e tratamento do IAM, piorando o prognóstico desses indivíduos, tanto no curto como no longo prazo”, acrescentou o especialista.
O caminho da prevenção passa por uma dieta adequada, atividades físicas regulares e medicamentos, que podem mudar o rumo deste tipo de evento.
O IAM
O infarto do miocárdio, popularmente conhecido por ataque cardíaco, é um processo de necrose (morte do tecido) de parte do músculo cardíaco por falta de oferta adequada de nutrientes e oxigênio.
O infarto agudo do miocárdio é a principal causa de morte nos países industrializados. Das mortes resultantes deste tipo de infarto, a maior parte é rápida, na primeira hora, em geral por uma arritmia severa denominada fibrilação ventricular.
Nos Estados Unidos, cerca de 25% das mortes são devidas a este problema, o que dá um número absoluto em torno de 1,5 milhão pessoas a cada ano. Um em cada 25 pacientes com alta hospitalar morre no primeiro ano pós infarto e cerca de 60% dos óbitos acontecem na primeira hora após o início dos sintomas.
A causa habitual da morte celular é uma isquemia (deficiência de oferta de sangue) no músculo cardíaco por obstrução de uma artéria coronária. Isso ocorre em geral pela formação de um coágulo sobre uma área previamente comprometida por aterosclerose.