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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Ministério da Saúde manda carta de avaliação para internados pelo SUS


Ministério da Saúde manda carta de avaliação para internados pelo SUS



Para saber o que os brasileiros acham do Sistema Único de Saúde, o Ministério da Saúde decidiu enviar um questionário para pessoas que passaram por tratamento e internação, no SUS.

O Ministério da Saúde começou a enviar para a casa de pacientes que ficaram internados uma carta que vai avaliar a qualidade do atendimento do SUS.


O empresário Pedro Viana Freitas se machucou em um acidente de moto e ficou 15 dias no hospital. Foi um dos primeiros a receber a carta hoje de manhã, em Curitiba. “É uma questão de cidadania. Você tem que responder para que as coisas melhorem. Não adianta só reclamar”.

São cinco perguntas sobre: instalações hospitalares, médicos, enfermeiros, a maneira como o paciente foi tratado e se ele indicaria o hospital para um amigo ou familiar. O formulário dá cinco opções de respostas: de muito bom a muito ruim.

Além do questionário, a carta traz as datas de entrada e de alta, o motivo e o custo da internação para o paciente conferir se está tudo certo.

As partir da opinião de cada paciente, o Ministério da Saúde diz que vai ser possível saber se os recursos enviados para os hospitais estão sendo utilizados de maneira correta e garante que vai tomar providências se descobrir irregularidades.

“De seis em seis meses, nós teremos relatórios de avaliação. Isso vai servir para o Ministério da Saúde poder, inclusive, incentivar aqueles hospitais que tratam bem as pessoas, que tem qualidade de atendimento, e poder fazer ações em hospitais que tenham baixa qualidade de atendimento”, afirma Alexandre Padilha, ministro da Saúde.

Por mês, o SUS interna um milhão de pessoas. Quem consegue uma vaga, como a dona de casa Aurora Mora, fica aliviado. “Tem muita fila por aí. Só vê filas e filas, mas no caso da minha mãe eu só tenho a agradecer”.

Quem ainda está na fila, para dar o primeiro passo na marcação de uma consulta, diz que não pouparia criticas se fosse responder a carta. “Não tem nem como eu te falar. Porque só pela carta eu ia responder mesmo”, reclama a paciente.