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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A cirurgia plástica e seus riscos


Sonho de consumo de muitos brasileiros, a cirurgia plástica pode ser feita para fins corretivos ou estéticos. O Brasil é um dos países com maior número de intervenções do gênero, e também considerado referência mundial na área. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) mostram que são realizadas cerca de 700 mil cirurgias anualmente no país, e dessas 73% são de ordem estética.
O cirurgião plástico Eduardo Lange explica que o clima predominante no país faz com que um número maior de pessoas procure a cirurgia. “Por ser um país na sua maior parte tropical, a exposição dos corpos é maior; os brasileiros são vaidosos e um povo bonito por natureza, importando-se com a beleza, a aparência”, diz. O médico afirma que qualquer pessoa com vontade de melhorar a aparência (cirurgia plástica estética) ou a funcionalidade (cirurgia plástica reparadora) pode se submeter aos procedimentos, desde que seja considerada apta pelo cirurgião.
Mesmo que o número de óbitos seja pequeno se comparado à quantidade de cirurgias feitas, cerca de 1% dos casos, a SBCP tem lança em agosto de 2011 um manual informativo com orientações de segurança para o exercício da atividade. A intenção do manual é reafirmar as normas básicas que envolvem os procedimentos cirúrgicos e evitar danos à saúde dos pacientes.
As mulheres ainda são a maioria nos consultórios de cirurgiões plásticos. As intervenções mais procuradas são o aumento de mama e a lipoaspiração. Lange explica que essas cirurgias envolvem riscos, mesmo que pequenos. Qualquer procedimento deve ser feito em local apropriado, em hospital seguro e com toda a infraestrutura hospitalar adequada, e a equipe médica tem que ser formada por profissionais qualificados. Dr. Eduardo lembra que o médico escolhido deve ser membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, e é possível consultar isso no site da SBCP.
Muitas mulheres vêm a lipoaspiração como forma de emagrecimento, mas Lange lembra que não é esse o objetivo da cirurgia. “Em uma lipoaspiração o limite para retirada de gordura é 7% do peso corporal, mas um cirurgião plástico ético jamais chegará sequer perto deste limite. Lipoaspiração é cirurgia de contorno corporal, e não de emagrecimento”, diz.
O maior risco para pacientes que se submetem a esses procedimentos é a trombose venosa de membros inferiores. Contudo, Lange explica que esse é um risco inerente a qualquer procedimento cirúrgico, não necessariamente da plástica, e que pode ocorrer mesmo que todos os cuidados sejam tomados. Outro risco, mais raro ainda, é a contratura capsular, que é a contração da cápsula que envolverá a prótese de silicone.
Dr. Eduardo sugere que cirurgias de grande extensão e com longo tempo de duração sejam evitadas. “Cirurgias com tempo de duração longo, grande número de insições e retirada de muito tecido (pele e gordura) envolvem mais riscos para os pacientes”, diz o médico.
Contudo, podem ser realizadas mais de uma cirurgia por vez, desde que ambas sejam de pequeno ou médio porte. No caso do paciente que tem que se submeter a mais de uma cirurgia, sendo que alguma seja de grande porte, o intervalo médio é de três meses entre uma cirurgia e outra.
Mesmo com todo cuidado, algumas pessoas são mais suscetíveis a complicações durante ou após cirurgias plásticas. Geralmente os casos mais comuns são:
• paciente que tenha fatores de risco pré-operatórios como tabagismo;
• idade bem avançada, hipertensão (mesmo que controlada);
• pessoas sedentárias;
• usuário crônico de medicações diversas;
• pacientes pós-bariátricos;
• pessoas que não respeitam as orientações no pós-operatório;
• pacientes com histórico de problemas em anestesias passadas.
O novo Manual de Cirurgia Plástica é uma reformulação do antigo, sendo que todos os pontos abordados já foram contemplados no anterior. Contudo, o esse traz mais informações e é escrito de maneira mais clara e objetiva. Serão abordados mais enfaticamente, as fases do pré-operatório, o momento da operação e o pós-operatório, já que cada uma delas exige orientações diferentes, que devem ser seguidas à risca.
O Manual trará orientações que permitirão ao profissional elaborar uma pontuação de risco para cada paciente. Assim, o paciente saberá de sua pontuação e quais os riscos que a cirurgia envolve no seu caso específico. Segundo Lange, o objetivo da cartilha não é dizer o que pode e o que não pode ser feio, e sim, determinar o grau de segurança que a cirurgia terá no paciente. Com maior segurança, podemos inferir que intercorrências e complicações ocorreriam com menor freqüência”, diz.